Síndrome da Casca Solta (SCS)
A síndrome da casca solta (SCS) é uma condição do camarão na qual o exoesqueleto se separa visivelmente do tecido subjacente, conferindo ao animal uma casca aberta e facilmente destacável, mais evidente ao longo dos segmentos abdominais e na base do rostro. Camarões afetados ficam letárgicos, alimentam-se mal, apresentam bordas das brânquias enegrecidas e cascas moles, e morrem lentamente; em surtos graves em viveiros, a mortalidade cumulativa pode ultrapassar 50 por cento. A SCS é multifatorial e frequentemente sazonal, com pesquisas que a ligam a infecções bacterianas crônicas (Vibrio spp. e outras Gram-negativas na hemolinfa e hepatopâncreas), má qualidade da água, deficiências nutricionais de minerais, fosfolipídios ou vitaminas necessários para a formação da cutícula, e estresse sustentado que suprime o sistema imunológico. Como o ciclo de muda impulsiona a renovação da cutícula, qualquer coisa que perturbe a muda — baixo oxigênio dissolvido, alta carga orgânica ou micotoxinas — pode precipitar os sinais. O diagnóstico distingue a SCS da maciez normal pós-muda pela persistente lacuna na casca, baixo tônus muscular e achados bacterianos concomitantes. O manejo combina correção da qualidade da água, probióticos para viveiros, rações de alta qualidade com níveis adequados de minerais e fosfolipídios, e redução da biomassa e do estresse. A prevenção baseia-se em uma boa preparação do viveiro, qualidade das pós-larvas e evitação de condições de alta carga orgânica nas quais a pressão bacteriana crônica se acumula.