Banhos de Sal e Terapia de Choque Osmótico
Os banhos de sal exploram o gradiente osmótico entre os fluidos corporais dos peixes e a água circundante para desalojar parasitas e reduzir o stress. Peixes de água doce mantidos num banho de cloreto de sódio a 1–3% (10–30 g/L) por 5–30 minutos experimentam uma mudança que muitos parasitas de água doce, notavelmente Ichthyophthirius e Trichodina, não conseguem tolerar; peixes marinhos transferidos abruptamente para água doce (um banho a 0% de 3–10 minutos) sofrem o choque inverso, que mata protozoários marinhos como Cryptocaryon e Amyloodinium, enquanto a maioria dos teleósteos marinhos sobrevive a uma breve exposição. O mesmo gradiente explica por que o sal a 0.5–1% é usado continuamente em sistemas de água doce para apoiar a osmorregulação durante o manuseio, transporte ou exposição a nitrito: o cloreto elevado bloqueia competitivamente a absorção de nitrito pelas brânquias, reduzindo diretamente o risco de meta-hemoglobinemia. Regras chave: dissolver completamente o sal e aerar, igualar a temperatura e o pH do banho à água de origem, e nunca exceder a tolerância do peixe, verificando primeiro num pequeno grupo de amostra. As espécies variam amplamente; os salmonídeos toleram banhos curtos a 3%, enquanto muitos ciprinídeos e larvas são muito mais sensíveis. Após qualquer tratamento de choque osmótico, os peixes devem ser devolvidos à água do sistema gradualmente se a salinidade diferir em mais de 5 g/L para evitar o stress osmótico letal. A água do banho deve ser descarregada longe das unidades de cultivo, pois parasitas sobreviventes que reentram no sistema anulam o tratamento.