Rotação de Culturas em Viveiros
A rotação de culturas em viveiros é a prática de alternar as espécies cultivadas num viveiro entre ciclos, ou alternar a cultura com um pousio ou uma cultura não aquática, para quebrar os ciclos de patógenos e pragas e restaurar a qualidade do solo e da água. Rotações comuns incluem a alternância entre camarão e peixe (camarão-tilápia ou camarão-chano), a alternância entre camarão vannamei e camarão tigre preto, a inserção de uma cultura de filtradores (ostras ou tilápia) após uma cultura de alta intensidade, ou o cultivo de arroz em viveiros de camarão durante a entressafra. Os mecanismos são bem estabelecidos: parasitas e vírus específicos de espécies diminuem quando o seu hospedeiro desaparece; tilápias e outros peixes pastam em vibriões patogênicos para camarões e matéria orgânica residual; uma cultura de arroz absorve nitrogênio e fósforo acumulados enquanto o viveiro seca e oxida o seu sedimento. A rotação também distribui o risco de mercado e de doenças por duas commodities. A implementação prática requer planeamento: sistemas de água separados ou desinfecção cuidadosa entre culturas, diferentes cadeias de fornecimento de sementes e pessoal familiarizado com ambas as espécies. O próprio intervalo de pousio, tipicamente de 2 a 6 semanas com secagem e calagem, é tão importante quanto a cultura alternativa. Fazendas que rotacionam consistentemente relatam menor recorrência de doenças, uso reduzido de antibióticos e rendimentos mais estáveis do que fazendas de monocultura na mesma área. Reguladores em vários países produtores de camarão agora incentivam ou exigem a rotação como medida de biossegurança, e os esquemas de certificação a recompensam.