Fraude em Pescados e Testes de Substituição de Espécies
A fraude em pescados, mais comumente a substituição de espécies (vender uma espécie mais barata rotulada como uma mais cara, produto de aquicultura rotulado como selvagem, ou produto descongelado vendido como fresco), tem sido documentada com taxas de rotulagem incorreta de dois dígitos em estudos independentes de testes de mercado em vários países, concentrada fortemente em formatos de produtos processados, empanados ou visualmente não identificáveis, onde o comprador não tem como verificar sensorialmente a identidade da espécie. A codificação de barras de DNA (DNA barcoding), que sequencia uma região genética curta e padronizada (comumente um segmento COI mitocondrial) e a compara com bancos de dados de espécies de referência, é agora o método forense padrão para verificação de espécies, capaz de resolver a identidade da espécie mesmo a partir de amostras altamente processadas ou cozidas onde a identificação visual e morfológica é impossível. A substituição motivada economicamente tende a se concentrar em pares de espécies com grandes diferenças de preço e semelhança visual ou textural genuína após o processamento, peixes brancos de menor valor substituídos por espécies premium, peixes de aquicultura vendidos como selvagens, ou uma espécie menos desejável vendida sob um nome mais comercializável, padrões que tornam certas categorias de produtos alvos recorrentes para programas de testes regulatórios e de terceiros. Varejistas e organismos de certificação realizam cada vez mais seus próprios testes de auditoria periódicos baseados em DNA nos produtos de fornecedores, precisamente porque as alegações de rótulo e a documentação de captura por si só não garantem que o que está realmente dentro da embalagem corresponde ao que a documentação indica.