Sistemas Multitróficos Integrados com Algas Marinhas
A aquicultura multitrófica integrada (IMTA) com algas marinhas cocultiva algas extrativas com espécies alimentadas, como peixes ou camarões, de modo que o nitrogênio e o fósforo dissolvidos liberados nos resíduos de ração e nas fezes sejam capturados e convertidos em biomassa colhível. Layouts típicos posicionam linhas de kelp ou Gracilaria a jusante de gaiolas de peixes ou cercados de salmão, onde as algas removem 30-60% ou mais do nitrogênio inorgânico dissolvido da coluna d'água, com absorções de kelp comumente de 1-3 kg de nitrogênio por tonelada de biomassa úmida produzida. Projetar o sistema requer compatibilizar a área de cultivo de algas com a carga de ração dos peixes, sendo uma regra prática aproximadamente 1-2 hectares de kelp por 100 toneladas de produção anual de peixes, ajustada para a velocidade da corrente e a diluição. Os benefícios acumulam-se em ambos os lados: a produtividade e a qualidade das algas frequentemente melhoram no gradiente de nutrientes, as fazendas reduzem sua pegada de eutrofização e podem comercializar coprodutos com credenciais de sustentabilidade, e os reguladores creditam cada vez mais a IMTA nas avaliações de capacidade de suporte. As restrições são a complexidade adicional de fundeio e manejo, o licenciamento de concessões multiespécies, os limites de distância para transferência de nutrientes em baixa corrente e a necessidade de garantir que a colheita de algas em si seja um produto viável, uma vez que apenas a absorção não paga pelas linhas.