Cultivo de Ostras Perlíferas (Pérolas Akoya e do Mar do Sul)
A cultura de pérolas envolve o cultivo de ostras, principalmente Akoya (Pinctada fucata) para pérolas menores e classicamente redondas, e espécies do Mar do Sul (Pinctada maxima) para pérolas maiores com nácar mais espesso e lustroso. As ostras são cultivadas até uma idade e tamanho de concha específicos antes de se implantar cirurgicamente um núcleo de esfera e um pequeno pedaço de tecido do manto doador na gônada, o que estimula a ostra a depositar camadas sucessivas de nácar ao redor do implante durante um período de crescimento que geralmente dura de um a três anos, dependendo do tamanho da pérola alvo e da espécie. A nucleação é uma técnica cirúrgica invasiva e especializada, realizada por técnicos treinados, e a sobrevivência da ostra e a taxa de rejeição determinam diretamente a economia do rendimento, uma vez que um implante mal realizado pode desencadear a rejeição do núcleo, infecção ou mortalidade bem antes que qualquer valor da pérola seja realizado, tornando a habilidade do técnico uma das maiores variáveis controláveis na rentabilidade geral da operação. A qualidade da pérola na colheita, avaliada pelo brilho, espessura do nácar, forma, cor e imperfeições da superfície, depende da estabilidade da qualidade da água, disponibilidade de alimento e ausência de estresse durante todo o período de crescimento, pois qualquer evento de estresse significativo durante a deposição do nácar pode aparecer permanentemente como um anel de crescimento visível ou imperfeição na pérola acabada, independentemente de quão bem a própria nucleação foi realizada. A criação comercial de pérolas concentra-se em um pequeno número de regiões costeiras específicas cuja clareza da água, estabilidade da temperatura e produtividade de plâncton se adequam aos requisitos de deposição de nácar das espécies de ostras específicas, tornando a seleção do local tão decisiva para a geografia da indústria quanto para a maioria dos outros setores da aquicultura.